DESTINO
Foram
catorze longos meses,
de ilusão,
de sonho,
de incerteza,
de desejo....
Minha mente inquieta
inventava
uma razão
das que a cabeça aceita
mas o coração,
avisado,
rejeita....
Cega,
que podia fazer?
Cega,
inventava desculpas,
razões de última hora,
contratempos,
compromissos de amigo,
que te impediam
sempre
de estar comigo....
Pensei desbravar,
um pouco mais,
o teu jeito de ser....
queria acreditar
nas estórias, banais,
de última hora
que te mudavam planos.....
queria justificar tudo,
aonde nada havia
de verdade....
queria acreditar
em ti,
no poder do destino,
na tua lealdade....
Por ti,
violentei
minha forma de ser:
menti,
fingi,
contei casos fictícios,.
mascarei a verdade
só para não te perder...
Mas, hoje,
enfim,
ganhei coragem:
rompi
comigo mesma
e disse NÃO!
Não à mentira,
não ao fingimento,
não à fraqueza
que me tolhe
e tira
o discernimento.....
Trinta e um de Agosto!
Tantos anos passaram
mas não esqueço
que tudo começou
aí....então....
Trinta e um de Agosto!
Novamente....
É hora de ganhar coragem,
de mudar de comboio,
trocar de carruagem,
saltar nesta estação...
dizer-te Adeus,
ver-te seguir viagem
e saudar-te,
à distância
num acenar de mão,
com coração
mas,
sem nenhuma Ilusão........
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