domingo, 12 de janeiro de 2014

MEDO

MEDO

Quero-te
com toda a garra
que há em mim:
na força do prncípio,
na fraqueza do fim.

Quero-te
como a rocha
outrora solta
agarra agora a hera
que se vai enleando
tenaz
á sua volta.

Quero-te
como a jovem mãe
espera e desespera
p'lo momento feliz
do nascimento...

Quero,
com toda a força dos meus braços
te prender
porque,
um dia,
poderá talvez acontecer
alguém de arrancar de mim
e eu ficar assim,
sem nunca mais te ver....

sem nunca mais te ter....
perto de mim.

Não!

Não quero
nem sequer imaginar
que aquele Deus que tudo pode
e te inventou
poderá,
um dia aqui chegar
de mau humor
e sem qualquer razão determinar:

-- " É hora de partir
que o tempo terminou!!!

E eu, Senhor?
o que faço a seguir?
p'ra onde vou?
ser ter o meu amor?

Sem comentários:

Enviar um comentário