MEDO
Quero-te
com toda a garra
que há em mim:
na força do prncípio,
na fraqueza do fim.
Quero-te
como a rocha
outrora solta
agarra agora a hera
que se vai enleando
tenaz
á sua volta.
Quero-te
como a jovem mãe
espera e desespera
p'lo momento feliz
do nascimento...
Quero,
com toda a força dos meus braços
te prender
porque,
um dia,
poderá talvez acontecer
alguém de arrancar de mim
e eu ficar assim,
sem nunca mais te ver....
sem nunca mais te ter....
perto de mim.
Não!
Não quero
nem sequer imaginar
que aquele Deus que tudo pode
e te inventou
poderá,
um dia aqui chegar
de mau humor
e sem qualquer razão determinar:
-- " É hora de partir
que o tempo terminou!!!
E eu, Senhor?
o que faço a seguir?
p'ra onde vou?
ser ter o meu amor?
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