Chegou o tempo de espera,
em que o todo desespera,
por sentir fragilidade.
A vida é cruel e mói
sofre o corpo,
a alma dói
em vez de esperança
há saudade.
Ólho p'ró ontem, distante,
criança, da vida amante,
eu fácilmente sorria.
Brincava,
pulava,
ria,
num riso contagiante.
hoje, p'la vida testada,
o mal e o bem me marcaram!
Intrépida, destemida,
fui á luta,
fui à vida
confiante na vitória
que sempre me acompanhou
E, nesta guerra sem fim
muitos anos se passaram
e o pensar se mudou
por fora e dentro de mim.
Mas, quem viveu
por amor e para amar,
não se sente derrotada.
Vai em frente.
Segue a estrada
sempre de cabeça erguida
até ao fim da jornada,
até ao fim desta vida!
e, quando a morte bater
á porta da minha casa
num sopro ou bater de asa,
com gosto a vou receber,
mandá-la entrar,
como amiga,
fazer um brinde
a sorrir,
o meu cálice beber,
dizer adeus
e partir......
Sei que, no Inferno
ou nos Céus
no momento em que eu entrar
estarão os amores meus
à espera
p'ra me abraçar!
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